« World Bank Approves US$30 Million for Water & Sanitation in Honduras / Banco Mundial aprueba US$39 millones para agua y saneamiento | Home | Pap Smear? Nah! PAHO Has a Better Idea to Prevent Cervical Cancer in LAC »
Banco do Brasil Adopts Its Own Agenda 21
By Keith R | June 26, 2007
Topics: Corporate Social Responsibility, Environmental Protection, Renewable Sources, Sustainable Agriculture | No Comments »
Synopsis in English: With much fanfare in the Brazilian media, Brazil’s oldest (founded 1808) bank and one of its largest and most profitable, Banco do Brasil (BB), announced on 30 May the launch of its very own “Agenda 21” (Agenda 21 is the name of the plan of action resulting from 1992 UN Conference on Environment and Development). BB is controlled by the government (indeed, up until 1967 it served as country’s central bank), but about 15% shares are traded on the São Paulo Stock Exchange (Bovespa).
The Bank participated in national discussions 1996-2002 on formulating an Agenda 21 for Brazil, which led it to decide for draw up its own version. The Bank hopes that, by taking this step, other enterprises — particularly those in the financial sector — will follow its example and formulate and adopt their own Agenda 21.
BB’s Agenda 21 has three facets: business with a focus in sustainable development; socio-environmentally responsible administrative and business practices; and private social investment. BB says that in practice this translates into, among other things, intensifying democratization of credit, responsible credit, ecoeficiency in the conglomerate’s administrative practices, and the creation of more “socio-environmental” financial products.
- “Responsible Credit”: BB signed onto the Equator Principles developed by the International Finance Corporation (IFC) for environmental stewardship and socially responsible development in project financing. BB already has a portfolio of 16 projects worth a total of R$ 5 billion that it has applied the Equator Principles to, including Latin America’s largest wind farm, Ventos do Sul Energia in Rio Grande do Sul, which received R$100 million from BB, and a biodiesel production unit that received R$37.7 million from BB. The BB wants to get into project financing for ethanol and small hydropower projects.
Another priority in BB’s Agenda 21 is the strategy known as Regional Sustainable Development (Desenvolvimento Regional Sustentável – DRS, whereby the Bank works with local cooperatives, associations, universities, public bodies and agencies, NGOs, etc. to identify local potentialities for sustainable development and what are the “strangulation points” currently preventing their realization. This diagnosis is used as the basis for preparing an action plan for cooperation between the parties with BB financial help. Already there are 3,867 diagnoses and plans, 1,278 them already in execution involving 265,000 families in 3,140 municipalities and a total portfolio envisioned of R$2.1 billion. BB wants by end-2007 for every one of its branches to be involved in a DRS, with a goal of serving over 4,000 municipalities.
- “Socio-environmental Products”: In its Agenda 21 BB commits to expanding its offering of “socio-environmental products.” Currently its portfolio includes “BB Organic Production” (BB Produção Orgânica), which supports organic producers for up to 100% of their budgeted costs; “BB FCO Pro-nature” (BB FCO Pronatureza), which supports the conversion in Brazil’s Center-West region from traditional forms of agricultural production to organic production; and “BB Forestry” (BB Florestal) which supports (presumably sustainable!) commercial forestry management.
BB has also developed ethical investment funds, particularly its BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial (BB Business Sustainability Index Shares), the first to be based on the São Paulo Stock Market’s (Bovespa) Business Sustainability Index (ISE). Over year after its introduction, the fund presented a 29.83% return.
Desde o Banco do Brasil (BB):
Banco do Brasil lança Agenda 21 e define metas
O Banco do Brasil lança sua Agenda 21 nesta quarta-feira, 30, às 16h00, em Brasília. Participam da abertura do evento, que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o presidente do BB, Antonio Francisco de Lima Neto, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entre outras autoridades.
O documento reúne um conjunto de políticas e ações que reforçam o compromisso da Empresa em direcionar sua atuação para a sustentabilidade, contemplando o equilíbrio ambiental, a justiça social e a eficiência econômica. A Agenda 21 do BB estrutura-se em três dimensões: negócios com foco no desenvolvimento sustentável; práticas administrativas e negociais com responsabilidade socioambiental e investimento social privado.
Na prática, isso significa que o Banco do Brasil intensificará a democratização do crédito, o crédito responsável, a ecoeficiência nas práticas administrativas do Conglomerado, os investimentos em produtos socioambientais, além de outras ações. Ao tornar pública sua Agenda 21, o Banco do Brasil pretende estimular outras empresas a desenvolverem e publicarem também suas agendas.
A Agenda 21 é um documento originado na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, que definiu um plano de ação para o desenvolvimento sustentável do planeta no século XXI. Em 2002, o Brasil publicou a sua Agenda 21, que foi construída com a participação de entidades governamentais, não governamentais e empresas, entre elas o BB. O Banco do Brasil é a primeira empresa a lançar um documento/compromisso dessa natureza.
“De 1996 a 2002, o Banco do Brasil participou, em Brasília, das consultas locais para a construção da Agenda 21 Brasileira. Foi um grande impulso para a formulação de nossa própria Agenda, importante instrumento de disseminação dos princípios de responsabilidade socioambiental do Banco”, afirma o Vice-Presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental, Luiz Oswaldo Sant’Iago.
Entre as ações definidas pelo BB em sua Agenda 21 está a adoção dos Princípios do Equador, aos quais o Banco aderiu oficialmente em maio de 2005. Esses princípios foram elaborados pelo International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, e compreendem um conjunto de políticas e diretrizes a serem observados em financiamentos de valor igual ou superior a US$ 10 milhões. Versam sobre avaliações ambientais, proteção a habitats naturais, gerenciamento de pragas, segurança de barragens, reassentamento de populações atingidas, não emprego de trabalho infantil ou escravo, entre outras salvaguardas.
No BB, os Princípios do Equador pautam a análise de projetos de investimento na modalidade project finance. O Banco do Brasil possui uma carteira de 16 empreendimentos, totalizando investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. Entre esses projetos, está a instalação do maior parque de energia eólica da América Latina, localizada no Rio Grande do Sul, a Ventos do Sul Energia, que recebeu R$ 100 milhões em créditos do BB.
Destaca-se também o financiamento para implantação de uma unidade produtora de biodiesel (combustível verde), um contrato que envolve investimentos totais de R$ 37,7 milhões. Atualmente, estão em análise no BB outros projetos na modalidade project finance, em vários segmentos, dentre eles: pequenas centrais hidroelétricas (PCHs), usinas hidroelétricas e empreendimentos no setor sucroalcooleiro. “Para o Banco do Brasil é condição essencial o cumprimento rigoroso das questões socioambientais por parte dos empreendedores, nos projetos em que o BB participa na área de infra-estrutura”, avalia o gerente executivo da área Comercial da instituição, Allan Simões Toledo.
A Agenda 21 do BB aponta, ainda, como prioridade a estratégia negocial denominada DRS – Desenvolvimento Regional Sustentável. O BB e parceiros (cooperativas, associações, universidades, órgãos públicos, ONGs, etc.) verificam vocações ou potencialidades locais e identificam os pontos de estrangulamento, ou seja, o que dificulta o desenvolvimento de certa atividade produtiva. Feito esse diagnóstico é então desenvolvido um plano de trabalho compartilhado entre os diferentes parceiros que visa corrigir os problemas identificados e aproveitar as oportunidades existentes. O BB trabalha como um catalisador, mobilizador e articulador nos diversos setores da sociedade para construção de um plano de desenvolvimento regional sustentável.
Existem hoje no Banco do Brasil 3.151 agências habilitadas a atuar com a estratégia DRS. Ao todo são 3.867 Diagnósticos e Planos de Negócios DRS em andamento, dos quais 1.278 em execução, envolvendo 265 mil famílias em 3.140 municípios e com a previsão de R$ 1,2 bilhão em créditos. Até o final de 2007, a meta é que cada agência do BB possua pelo menos um plano de negócios DRS. Isso projeta uma atuação em mais de quatro mil municípios.
A Agenda 21 do BB estabelece ainda a ampliação de seu leque de produtos socioambientais. No portifólio existente, destacam-se: BB Produção Orgânica, que oferece recursos ao produtor orgânico, com atendimento no custeio em até 100% do orçamento; BB FCO Pronatureza, financiando a produção e o processo de conversão da agricultura tradicional para a orgânica na região Centro-Oeste; e o BB Florestal, que prevê apoio aos produtores que estão investindo na implantação, manejo e comercialização florestal.
Há ainda fundos éticos, como o BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE, o primeiro índice a ser referenciado no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo. Após um ano de lançamento, o fundo apresentou retorno de 29,83%. Outro produto com atributos socioambientais é o BB Referenciado DI Social 200, que destina 50% da taxa de administração a projetos sociais voltados para geração de trabalho e renda desenvolvidos pela Fundação Banco do Brasil.
Tags: Agenda 21, Banco do Brasil, biodiesel, Bovespa, Brasil, Brazil, Equator Principles, etanol, ethanol, IFC, Índice de Sustentabilidade Empresarial, micro-hydro, organics, pequenas centrais hidroelétricas, Princípios do Equador, produção orgânica, project financing, responsabilidade socioambiental, responsible credit, Rio Grande do Sul, Rio Summit, setor sucroalcooleiro, socio-environmental products, usinas hidroelétricas, Ventos do Sul Energia, wind farm
