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    Brazil: Government & Industry Discuss Changes in Processed Foods

    By Keith R | August 11, 2008

    Topics: Food/Beverage Issues, Health Issues | No Comments »

          
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    Synopsis in English: Brazil’s Health Minister, José Gomes Temporão, has launched an open and public dialog with Brazil’s food industry about lowering the salt, sugar and trans-fat levels of the processed foods that they offer to the Brazilian market. Temporão revealed that a Ministry study suggests that up to 260,000 Brazilian deaths every year could be avoided by such changes in Brazilian processed foods. He says that he chose opens forums because the types of food and dietary changes Brazilian public health officials seek will require some consensus among the key players and public understanding of the issues, and that in turn require transparency in the process.

    Temporão is using Canada’s work in this area as his model, and mentions that Canada got the types of changes Brazil seeks in just three years. He warns that all the changes necessary will require time to effect, that nothing will happen overnight. “But we need to advance and break the inertia.”

    [Click to listen to the audio of Temporão’s press briefing on the food industry meeting.]

    Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


    For his part, the President of the Brazilian Association of Food Industries (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – ABIA) agreed that a transition was needed, and noted that they had already pledged to the Pan American Health Organization (PAHO) to phase out the use of trans fat.

    The National Sanitary Vigilance Agency (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa) is already evaluating the nutritional profile of 23 types of processed foods currently offered on the Brazilian market, such as beverages (primarily soft drinks), snacks, biscuits (cookies), crisps (chips) and ready-to-eat cereals and meals, while Fiocruz’s National Institute for Quality Control in Health (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS) is analyzing 40 samples of each food selected to determine the levels of sugars, sodium,, saturated fat, trans fat, folic acid and iron.

    According to the Brazilian Institute of Geography and Statistics (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), 40% of the Brazilian population is at least overweight, 12.7% obese. 20% suffer from hypertension. A recently released study of the health of mothers and children revealed that 6.6% of Brazilian children under five years of age are overweight. IBGE research of family budgets found that consumption of processed food increased 84% in the period 1974-2003, and that low-income families tend to consume at home over 50% of the recommended daily intake of sugars (this does not factor in what they consume outside the home). IBGE research suggests that Brazilians consume 30.5% more fat than recommended, and 9.6 kilograms of sodium daily rather than the recommended 5 kg — as with sugars, neither of these figures take into account what Brazilians are consuming outside the home.

    ________________________

    Desde Agência Saúde:

    Governo e indústria propõem melhorar alimentos

    Representantes do governo e da indústria traçam pacto para reduzir os teores de gordura trans, sal e açúcar dos alimentos industrializados.

    Um fórum de debates foi instalado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nesta terça-feira (22), para definir alternativas para diminuir a proporção desses ingredientes. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, até 260 mil mortes poderiam ser evitadas todos os anos com uma alimentação adequada da população.

    No encontro, o ministro defendeu a construção de uma agenda de pautas com temas que preocupam o governo e a indústria para a construção de pontos de consenso. “O fórum é um espaço democrático e transparente que avança na discussão de questões que preocupam a sociedade brasileira”, afirmou o ministro. “Precisamos avançar também na busca de consensos e alternativas que tenham sustentabilidade e possam ser pactuados em comum acordo, sempre sob a ótica da saúde pública”, acrescentou Temporão.

    Para a elaboração de novas medidas de promoção da alimentação saudável no Brasil, o governo também se baseará em experiências internacionais bem sucedidas, como a do Canadá. Segundo o ministro, naquele país, relevantes mudanças na composição dos alimentos foram promovidas no decorrer de três anos.

    “O que nós queremos é que os alimentos oferecidos à população brasileira sejam de qualidade e que não coloquem em risco a saúde de ninguém. Mas, para isso, é preciso pactuar com a indústria como isso será possível”, disse Temporão. Existem questões técnicas, mercadológicas e prazos que têm que ser discutidos. “Em nenhum país do mundo se fez essa transição do dia para outro. Mas nós precisamos avançar e sair da inércia”, acrescentou o ministro.

    Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Edmund Klotz, o objetivo principal do fórum é encontrar alternativas viáveis para a substituição e conseqüente redução de alimentos prejudiciais à saúde. “A Abia já pactuou com a Organização Pan-Americana da Saúde que, o mais rapidamente possível, iremos eliminar a gordura trans dos nossos produtos por outros ingredientes. Por outro lado, não podemos deixar de produzir (esses alimentos) de uma hora para outra. Temos que procurar as alternativas para não deixarmos faltar produtos“, destacou Klotz.

    AÇÕES – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já iniciou a avaliação do perfil nutricional de 23 tipos de alimentos industrializados, como embutidos, laticínios, salgadinhos prontos, biscoitos, bebidas, farinhas e refeições prontas. O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) ficou encarregado de analisar 40 amostras de cada alimento selecionado para saber qual a quantidade de açúcar, gorduras saturadas e trans, sódio, ácido fólico e ferro.

    O encontro é um desdobramento do acordo de cooperação assinado entre o Ministério da Saúde e a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), em novembro de 2007. Paralelamente ao trabalho do grupo técnico, a entidade e seus associados se comprometeram a colaborar em ações de saúde pública, como na campanha de rubéola, que acontecerá entre 9 de agosto e 12 de setembro.

    OBESIDADE — Um dos reflexos do alto teor de açúcar, sal e gordura nos alimentos é o sobrepeso, já encarado em todo o mundo como epidemia, e que atinge cerca de 40% da população brasileira, segundo o IBGE. Além disso, sofrem de obesidade 12,7% dos brasileiros. De acordo com dados da PNDS (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde), divulgada pelo Ministério da Saúde no início do mês, 6,6% das crianças com menos de cinco anos têm excesso de peso. A obesidade em todas as idades desencadeia uma série de doenças que está entre as que mais matam no Brasil como problemas no coração, diabetes, câncer de intestino, artrite, além de atacar outros órgãos como pulmão e vesícula. Estudo do Ministério da Saúde aponta que entre 212 mil a 260 mil mortes poderiam ser evitadas com uma alimentação adequada.

    REFEIÇÕES PRONTAS — A participação dos alimentos industrializados na contribuição da alimentação do brasileiro aumentou 82% entre 1974 e 2003 (POF/IBGE), indicando uma importante mudança no comportamento alimentar da população. Os alimentos processados, em geral, possuem teores elevados de gorduras, açúcares e sal.

    AÇÚCAR — Nos produtos industrializados, o açúcar é utilizado para tornar a gordura mais saborosa e é adicionado a muitos alimentos e bebidas na forma concentrada de xarope. Uma alimentação com alto teor de açúcar simples (sacarose), além de estar associada ao excesso de peso e obesidade, é também a principal causa das cáries dentárias entre crianças, especialmente as bebidas doces e guloseimas de consistência pastosa.

    Os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (POF) mostram que aqueles que têm rendimentos entre 0,25 e 2 salários míniomos per capita superam em 50% o consumo recomendado de açúcares. Esse percentual pode ser ainda maior, uma vez que não computa o consumo fora de casa.

    GORDURAS — As gorduras são de diferentes tipos e podem ser mais ou menos prejudiciais à saúde. A gordura vegetal hidrogenada – também chamada gordura trans – deve ser evitada, pois é prejudicial à saúde e está presente em muitos dos alimentos processados.

    O consumo excessivo de alimentos com alto teor de gordura está associado ao crescimento e ao risco de incidência de várias doenças, como as cardíacas. Esse risco é maior em populações sedentárias. Em 2003, segundo o IBGE, o consumo de gorduras totais pela população extrapolou o recomendado em 30,5%.

    SAL — O consumo excessivo de sal (maior que 6g diárias ou 2,4 g de sódio) é uma causa importante da hipertensão arterial. Estima-se que essa doença atinja cerca de 20% da população adulta brasileira. Dados da POF 2002-2003 indicam que a média estimada de consumo é de 9,6 g/ pessoa/dia, o que não considera o sal consumido fora do domicílio. Com base nessas informações, estima-se que o consumo médio de sal pela população brasileira deve ser reduzido, pelo menos, à metade para atender ao patamar máximo de consumo recomendado, isto é, 5g de sal/per capita/dia.

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